28.1.10

Que sorte não ser apanhado em um campo aberto e morrer aos 91 anos de causas naturais.
É a vida imitando a arte que imitou a vida.

Jimmy Corrigan é certamente difícil de ler-se. Mas a atenção nos detalhes é impressionante. Chris Ware é o mestre do estilo semiótico, adorando sinais de trânsito, sinais de homens WC, sinais de hospital, etc. Ele consegue imprimir significado emocional para um mundo de imagens. A história conta essas desventuras com uma prosa carregada de lirismo e melancolia, adornada por um estilo gráfico único, e, sinceramente, indescritível. Bebendo dos quadrinhos do início do século 20, da arquitetura, do design publicitário, repetindo cenas e desconstruindo quadros. Ele assume, em um pós-escrito franco e comovedor, que criou o personagem para lidar com seus próprios problemas relacionados a um pai desconhecido – tanto por fora quanto por dentro, Jimmy Corrigan reafirma o poder transformador da imaginação.
Chris Ware, in "Jimmy Corrigan - O Menino mais Esperto do Mundo". 2009 Companhia das Letras
trad. Daniel Galera
Prólogo Visões da Europa, por Béla Tarr (2004)
Um dos mais inquietantes curtas metragens da história do cinema europeu contemporâneo, entre rostos desconhecidos de um continente num angulo pouco visto, e a simplicidade desta obra-prima que nos convoca a ver a espera. E algo mais.

imagem de Jan Saudek - hungry for your touch - 1971